domingo, 28 de setembro de 2008

FÍSICA QUÂNTICA

Entenda as diversas interpretações da física quântica
por Osvaldo Pessoa Jr.

O viajante interplanetário Astrobigobaldo passava o feriado nas praias de metano de Titã, a lua de Saturno, mas estava ansioso por causa da final da Copa do Mundo. Com seu radinho de pilha ele conseguia ouvir a transmissão da Terra, mas demorava 70 minutos para o sinal chegar em Titã. Resolveu então tentar usar a famosa “não-localidade quântica” para receber a informação instantaneamente!Instruiu seu fiel companheiro Isqüertibeleléu para pousar em Ganimedes, a maior lua de Júpiter, que na época estava a meio caminho entre Titã e a Terra. Isqüerti levava consigo um gerador de partículas emaranhadas, que são aquelas partículas quânticas que mantêm uma espécie de unidade, mesmo quando separadas à distância. Fazendo uso dessa “não-localidade quântica”, Astrobigo tinha esperança de ficar sabendo do resultado da partida de futebol logo após seu encerramento. Na Terra, combinou com Bibocabibes, seu oásis de alegria humana, como ela deveria proceder para lhe transmitir a informação.Antes de explicar o seu método, precisamos rever algumas noções de física quântica. Dentre as várias propriedades das partículas, está seu “spin” (que pode ser pensando como a direção e sentido de um imã). Quando esta propriedade é medida, geralmente obtém-se um dentre dois valores, +1/2 ou -1/2 (correspondente ao Norte e ao Sul do imã; ver o texto “Onde está o Átomo de Prata?”. Se a partícula for preparada no estado N, o valor medido é sempre +1/2, e se for preparada em S, o valor é -1/2. Na física quântica, porém, sabemos que a partícula pode ser preparada numa superposição de N e S. Desprezando constantes numéricas (coeficientes de normalização), podemos representar esse estado por: N + S. Neste caso, qual será o resultado da medição de spin? Os valores possíveis continuam os mesmos (+1/2 ou -1/2), mas agora cada um tem probabilidade de 50% de ocorrer. Há, na verdade, uma simetria nessa situação. O estado superposto N+S pode ser pensado como um imã apontando para oeste O, ao passo que o estado ortogonal a ele seria leste: L = N-S. Se o aparelho de medição for girado em 90°, e o estado inicial da partícula for O = N+S, então o resultado da medição dará com certeza o resultado +1/2.
Vamos supor que as partículas geradas por Isqüertibeleléu não estivessem correlacionadas ou emaranhadas, mas que fossem independentes. Neste caso, seu estado poderia ser fatorado (dividido) em duas partes separadas: (N+S)1·(N+S)2. O que esta notação diz é que a partícula 1 está no estado superposto (N+S) e a partícula 2 também. Poderíamos escrever O1·O2, se quiséssemos. Neste caso, quando Biboca medisse o estado da partícula que chega na Terra, ocorreria um colapso apenas no estado da partícula 1: se o valor obtido por ela fosse +1/2, o estado colapsado do par de partículas seria: N1·(N+S)2. Nada mudou no estado da partícula 2 em Titã. (Para a noção de colapso, ver o texto “O Problemático Colapso da Onda”. No entanto, as partículas que saem do gerador estão correlacionadas num estado quântico muito diferente: P = N1·S2 - S1·N2. Este estado não é fatorável. Agora, quando Biboca mede o estado da partícula 1 na Terra, e obtém o resultado +1/2, correspondendo ao estado N1, o estado colapsado será N1·S2. Isso significa que a partícula 2, em Titã, está agora no estado S, de tal forma que se Astrobigobaldo medir o spin nesta direção, obterá com certeza o valor -1/2.
Mas notem que interessante: se Biboca não tivesse feito sua medição na Terra, o estado global continuaria sendo P, e Astrobigo não poderia ter certeza de nada com relação à sua medição. Mas só o fato de Biboca ter adquirido um bit de informação na Terra permitiria a Astrobigo ter certeza quanto ao resultado de uma medição em Titã (claro está, porém, que ele não tem como saber instantaneamente qual é o resultado obtido na Terra, pois ele só poderia saber depois de 70 minutos). A questão metafísica é a seguinte: será que o ato de aquisição de informação, na Terra, pode alterar instantaneamente a realidade em Titã? A resposta afirmativa equivale à aceitação da não-localidade quântica. Uma resposta negativa, segundo Bell, teria que passar por um abandono da noção usual de realidade para o mundo microscópico.
Como o nosso viajante interplanetário poderia aproveitar o fenômeno de não-localidade (como quer que ele seja interpretado) para receber a informação instantaneamente da Terra? O problema é que Bibocabibes não consegue controlar qual vai ser o resultado obtido em sua medição: se ela obter o resultado N, com certeza Astro obteria S, mas Biboca poderia obter o resultado S com igual probabilidade. Ela não tem como imprimir o resultado do jogo no resultado da medição. Assim, nosso viajante em Titã não conseguirá descobrir nada a respeito de quem ganhou a Copa do Mundo.
Mas Astrobigobaldo não tem um nome tão comprido à toa: ele tem outra estratégia para obter a informação desejada. Já vimos que, aqui na Terra, Bibocabibes pode girar seu aparelho em 90°, e medir o spin na direção perpendicular. Conseqüentemente, se obtiver como resultado da medição o valor +1/2, sua partícula passará a estar no estado O (oeste), e se obtiver -1/2, sofrerá um colapso para o estado L (leste).
Antes da medição, o estado é o mesmo P = N1·S2 - S1·N2, mas este estado quântico tem uma simetria que nenhum estado clássico consegue ter. Tal simetria aparece quando substituímos N e S por O e L, segundo a receita N = O+L, S = O-L. O resultado obtido é P = L1·O2 - O1·L2, que tem a mesma forma que a versão anterior (quem fizer a conta obterá um fator 2 que surge porque não usamos coeficientes de normalização). Ou seja, a função de onda global das duas partículas tem simetria cilíndrica, ou seja, é a mesma qualquer que seja o ângulo de medição considerado. Entender esta simetria é um elemento chave para entender as discussões relacionadas com a não-localidade quântica.
A estratégia de Astrobigobaldo então é a seguinte: se o time X vencer a Copa do Mundo, Biboca fará sua medição a 0° (sem girar o aparelho), e com certeza, em Titã, a partícula estará ou no estado N ou em S; se o time Y ganhar, Biboca girará o aparelho em 90°, e a partícula em Titã terminará nos estados O ou L.
Tudo o que Astrobigo tem que fazer é descobrir qual é o estado da partícula 2 em Titã. Mas é aí que surge o problema: como conseguir isso? Suponha que Astro tenha feito a medição sem girar seu aparelho, e obteve o resultado +1/2, correspondente ao estado N. Isso pode corresponder a duas situações: ou o estado da partícula em Titã era de fato N (antes da medição), e assim a probabilidade de obter o resultado era 100%, ou o estado era O (ou L), caso em que a probabilidade de obter o mesmo resultado seria 50% (pois O=N+S). Com uma única medição, Astrobigo não tem como discernir entre essas duas situações. Ou seja, sua medição nada revela sobre a escolha de Bibocabibes.
Uma última tentativa seria enviar simultaneamente mil partículas, e fazer as medições simultaneamente para todas, mas isso também não ajudaria em nada (o comportamento de cada par de partículas seria independente dos outros pares). A única esperança seria se Astrobigo pudesse amplificar o estado da partícula em Titã, e obter mil cópias idênticas a ela. Tal amplificador, porém, é impossível de construir!
Em suma: Astrobigobaldo precisou esperar 70 minutos para saber o resultado do jogo. Mesmo se interpretarmos a física quântica de tal maneira a supor que o colapso da onda quântica é instantâneo e não-local, não conseguimos transmitir informação de maneira controlável entre dois pontos distantes. Veremos, porém, que essa não-localidade quântica (como quer que ela seja interpretada) traz uma surpreendente novidade, com relação à nossa capacidade de realizar computações.
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Mais informações acessem o link: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/fisicaquantica.htm
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Contribuição do Grande Paulo Vaz..... Sempre ligado no Blog.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Resultado do 1º Desafio BLOGQUIM!

Após uma semana do lançamento do desafio proposto por Einstein, foi possível confirmar a teoria de que apenas 2% da população é capaz de resolver o teste. Segue a baixou a lista das pessoas que conseguiram e nos enviaram a resposta do desafio:

Josemar Souza

Guilherme Vendrametto

Ricardo Ellensohn

Dario Wender

Renata Sgorlon

Larissa Kawassaki

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A organização do Blog parabeniza a todos que conseguiram resolver o teste e acessam o blog.
E para quem não conseguiu, não se preocupe, pois haverá novos desafios. E lembre-se, o importante é participar!

A máquina do Big Bang

Cientistas do mundo todo comemoraram o fato de ter corrido tudo bem ao ser ligado, nesta quarta-feira, o gigantesco colisor partículas que pretende recriar as condições do Big Bang, a grande explosão que teria dado início ao universo.

Tem videos no site!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

GERAÇÃO EXPONTÂNEA?

Explicação: Parece geração espontânea, mas não é. Eles estão usando uma substância no fundo de cada copo chamada Poliacrilato de Sódio, um polímero superabsorvente usado em fraldas descartáveis. O Poliacrilato de Sódio pode aumentar em centenas de vezes seu tamanho quando em contato com água. Repare no fundo de cada copo pequenos cristais brancos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sociedade Brasileira de Química Boletim Eletronico Nº798

Conselho da Capes discute a formação de professores

Falta de docentes nas áreas de química, física, sociologia e filosofia afeta qualidade. O Conselho Técnico-Científico da Educação Básica (CTC- EB), composto por servidores do MEC, da Capes e de representantes de universidades federais do país, se reuniu na última terça-feira em Brasília para discutir a importância da formação dos professores. O CTC tem como objetivo decidir diretrizes para a formação continuada do profissional do magistério da educação básica. "Devemos ir à raiz do problema, à formação dos professores. São cerca de 15 a 20 mil vagas em química e física, que não são preenchidas todos os anos nas universidades federais. O vestibular é visto como algo fora da realidade da educação do país, afirma o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, na abertura da reunião do CTC.
A falta de professores na educação básica foi um dos destaques da reunião, falta que ocorre principalmente nas áreas de química, física, sociologia e filosofia. Segundo Guimarães, a falta de professores qualificados afeta diretamente na qualidade da educação básica e o maior desafio está no ensino fundamental."Nós temos que desenvolver propostas, mecanismos para formatar o processo de formação dos educadores do ensino fundamental e estamos estudando como expandir um programa forte na linha de bolsas para atividades acadêmicas, sobretudo na área de licenciatura", destacou Guimarães.
O diretor de Educação a Distância da Capes, Celso José da Costa, falou sobre a universidade aberta e seu papel na formação de professores e afirmou "nós queremos que exista uma qualidade no nível das instituições abertas. Estamos desenvolvendo um grande processo de acompanhamento da implementação dos pólos da universidade aberta em todo o território nacional".
A próxima reunião do CTC da Educação Básica está prevista para o dia 15 de setembro em Brasília.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Capes

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

1º Desafio BLOGQUIM!!!

No final do século passado, Einstein propôs um problema que, segundo ele, 98% da população mundial não seria capaz de resolver. Se gosta de testes de QI, asseguro que este é um dos mais difíceis que poderá encontrar! Há cinco casas de diferentes cores. Em cada casa mora uma pessoa de uma diferente nacionalidade. Os cinco proprietários bebem diferentes bebidas, fumam diferentes tipos de cigarros e têm diferentes animais de estimação.

O nosso desafio é: quem será a primeira pessoa a resolvê-lo e quantas pessoas conseguirão resolve-lo em uma semana.


Quem resolver, tire um PrinScreen da pela e envie para gente, nosso e-mail você já sabe: jmarls@gmail.com ou grvendrametto@gmail.com

Click no Link abaixo para baixar o arquivo do jogo:

>>CLICK AQUI!<<

sábado, 6 de setembro de 2008

Dependentes químicos

De nada adiantou a família avisar essas pobres pessoas, elas mesmo assim insistiram seguir no submundo da química. Veja esses impressionantes relatos:

M.S.D. comenta a sua escolha "Não foi por falta de aviso, mas me perdi no mundo da química e agora sou dependente."

D.R.T. já não encontra mais solução"Até os 17 anos tudo ia bem, mas os colegas me influenciaram, atualmente estou completamente dependente..."


F.P. alerta "Tenham todos muito cuidado! Este é um caminho sem volta. Agora minha percepção de mundo está completamente alterada, não consigo mais ser a mesma pessoa de 10 anos atrás!"

A.W. diz sensibilizada "Minha mãe sempre me avisou, mas agora é tarde demais!"

OBS: O diálogo foi alterado para preservar a identidade dos entrevistados.

Um Professor de Química. . .
Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do Primeiro Grau, os males causados pelas bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência; para tanto, utilizou um copo com água, outro com whisky e dois vermes.

- Agora alunos, atenção! . . . Observem os vermes - disse o professor, colocando um deles dentro da água. A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz e brincando.

Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo whisky.

O bicho se contorceu todo por alguns momentos, desesperadamente, como se estivesse louco para sair do líquido e depois afundou já inerte, como uma pedra, absolutamente morto.

Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos:

- E então, que lição podemos aprender desta experiência?

O pequeno Joãozinho levantou a mão, pedindo para falar e sabiamente respondeu:

- Beba muito whisky e você nunca terá vermes.
Pergunta: Por que um urso branco se dissolve em água?
Resposta: Ambos são polares!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Química Pura e Aplicada!

Vídeo impressionante!!!

Mas como já dizia aquele velho ditado:

Tudo é possível... Químicamente falando!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

3ª OLIQUIM - INSCRIÇÕES ABERTAS!

click na imagem para ampliar



Festa dos Elementos Químicos!

Colaboração do nosso Professor Paulo Vaz

terça-feira, 2 de setembro de 2008

TODOS LIGADOS NO ENADE 2008

O professor Dr. Juliano Smanioto Barin, coordenador do curso de Farmácia de URI/RS e atualmente pesquisador do INMETRO, esteve na Unopar onde proferiu mini-curso para os alunos do último ano do curso de Química sobre Análise Química. O mini-curso faz parte do cronograma de atividades preparatórias para o ENADE 2008.

Está chegando a Oliquim!

NÓS CONTAMOS COM VOCÊ!
Fiquem atentos! O 3º ano de química da UNOPAR de Arapongas já está organizando a 3a Olimpíada de Química e precisamos que todos nos ajudem.
Se vocês puderem indicar uma empresa ou alguém para que possamos entrar em contato e buscar patrocínios para o evento, ajudaria muito. Pretendemos fazer desta OLIQUIM a maior de todas.


Porque a Oliquim é isso:


ESFORÇO!


RESULTADO!


RECONHECIMENTO!


CONFIANÇA!


E SATISFAÇÃO DE UM TRABALHO BEM FEITO!



HÁ, É CLARO, RECONHECIMENTO E PREMIAÇÃO GARANTIDA!!!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pesquisadores conseguem filmar um único elétron em movimento

Os elétrons deram nome à Eletrônica. E a eletrônica é a base de toda a revolução tecnológica que vivemos. E, até agora, os cientistas imaginavam ser impossível visualizar o movimento de um único elétron. Afinal, sua massa é de apenas 1 bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de grama.

Filmando um elétron

Mas Humphrey Maris e Wei Guo, da Universidade Brown, nos Estados Unidos, resolveram desafiar esse desânimo geral. E o resultado não poderia ser melhor. Utilizando pulsos de som de alta intensidade, os pesquisadores conseguiram filmar o movimento de um único elétron.
"Nós ficamos impressionados quando vimos um elétron se movendo ao longo da tela," conta Maris. "Mas, depois que tivemos a idéia, realizá-la foi surpreendentemente fácil."
Para fazer seu filme, os pesquisadores se valeram das pequenas bolhas que se formam ao redor dos elétrons quando eles viajam através de hélio líquido. Utilizando ondas sonoras para expandir as bolhas e uma luz estroboscópica coordenada, eles foram capazes de fazer as imagens utilizando uma filmadora digital comum.


Elétrons livres



Um elétron livre repele os átomos ao seu redor, criando um pequeno espaço - uma bolha - ao redor de si mesmo. Nos líquidos convencionais, a bolha permanece minúscula porque a tensão superficial age em oposição à força repulsiva do elétron.
Já o hélio superfluido tem uma tensão superficial muito pequena, permitindo que a bolha fique grande. As duas forças opostas se equilibram quando a bolha alcança um diâmetro de cerca de 40 angstrons - 1 angstrom equivale a 0,1 nanômetro, ou 10-10 metros. Essa é mais ou menos a dimensão de um átomo e milhares de vezes menor do que o comprimento de onda da luz visível, o que torna impossível uma filmagem direta.
Os cientistas então utilizam um transdutor planar - um alto-falante que emite ondas sonoras planas, não focalizadas - para golpear a bolha inteira com ondas sonoras. Quando cada onda atinge o bolha do elétron, ela alternadamente aumenta e diminui a pressão ao seu redor.
Quando a pressão é negativa, a bolha se expande até atingir cerca de 8 micrômetros - quase do tamanho de um grão de areia. Ela retorna ao seu tamanho original assim que é atingida pela próxima onda sonora.
Utilizando uma luz estroboscópica, sincronizada com o pulso de ondas sonoras, foi possível iluminar as bolhas em seu ponto máximo sem gerar aquecimento na câmara de hélio super-frio. Aí foi só fotografar as bolhas. Tendo coletado mais de 2.000 fotografias, os cientistas conseguiram fazer um verdadeiro filme dos elétrons se movimentando ao longo do hélio líquido.

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